| Ao estreitar uma parceria que já dura cerca de 20 anos com a Polycom, especializada em soluções de telepresença, a Siemens Enterprise Communication (SEN) planeja dobrar mundialmente seu faturamento oriundo da parte de mobilidade e componentes de vídeo até setembro de 2011. Atualmente, a vertical de serviços de TI - na qual a mobilidade está inserida - representa 45% das receitas da companhia. Outros 45% provém da área de voz e comunicações unificadas (UC, na sigla em inglês) e os 10% restantes da vertical de infraestrutura de rede. Nesse contexto, o vice-presidente de marketing e produtos da Siemens Enterprise Communications, Elcio de Moura, acredita que o Brasil deve acompanhar este crescimento. "Hoje nossa carteira de clientes tem 600 contas estratégicas de empresas que possuem infraestrutura de UC ou estão em processo de migração. Vídeo é o próximo passo", atesta. É uma opinião compartilhada pelo diretor-geral da Polycom no Brasil, Paulo Roberto Ferreira. "Vídeo deixou de ser nicho para ser core; com isto, clientes ficam mais exigentes e há uma demanda de comportamento de missão crítica." Dentro das metas da SEN, está se tornar um parceiro platinum da Polycom em um prazo de um ano. "O mercado nos vê como fornecedor de telecom e queremos reforçar nosso posicionamento de integrador", ressalta Moura. A estratégia das empresas está na integração de seus produtos, que são baseados em plataformas abertas. Expectativas positivas O momento que as duas companhias vivem aponta para investimentos no Brasil, fruto de um otimismo no mercado local. A Polycom anunciou que vai destinar ao País US$ 5 milhões nos próximos quatro anos. No montante, estão incluídos a construção de um novo escritório e contratação de executivos. "Queremos crescer no mínimo 50% neste ano em comparação com 2009", enfatiza Ferreira. |